Em julho de 2024, em meio à reestruturação financeira, a gigante das telecomunicações brasileira Oi enfrentou dificuldades para vender sua unidade de fibra óptica, ClientCo. A Oi havia iniciado um processo competitivo para vender a unidade como parte de seus atuais procedimentos de falência e relatou uma dívida líquida de USD 4 bilhões no final de 2023. A única oferta por sua unidade falida ClientCo veio da Ligga Telecom (USD 188 milhões), mas não alcançou o valor mínimo exigido pelos credores (USD 1,3 bilhão). Com novas rodadas de licitação esperadas, a Oi se tornou alvo de grandes empresas como a Telefónica e de novos concorrentes como a Ligga Telecom, que entrou no mercado brasileiro com uma abordagem regional. Quais são as dinâmicas regionais atuais que estão moldando o mercado de fibra no Brasil? Para se destacar em um ecossistema competitivo, as empresas expandiram sua presença, adotando estratégias distintas para atrair ou reter clientes, com várias oferecendo descontos agressivos. Mas até que ponto o preço se tornou o principal diferencial? Se o preço sozinho não é suficiente, que estratégias os incumbentes e novos concorrentes estão utilizando para expandir sua base de clientes, e quais empresas estão liderando o caminho? Os Incumbentes Dominam Áreas Urbanas Populosas, Mas as Fibercos Regionais Estão Crescendo Os incumbentes como Claro, Vivo e Oi dominam o mercado de fibra na maioria das regiões, especialmente em áreas urbanas com maior densidade populacional. De fato, sua participação nas assinaturas de fibra supera 50% do mercado em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal (Brasília), e tanto a Vivo quanto a Oi conseguiram manter uma base de clientes de fibra significativa. A Oi, com 4,3 milhões de assinantes de fibra, foi alvo da Ligga Telecom, mas também supostamente da EB Capital, proprietária da Giga+. Esse operador conquistou uma fatia significativa do mercado por meio de aquisições desde 2018, incluindo 15% de participação no Rio de Janeiro. No início deste ano, o grupo solicitou o registro como empresa de capital aberto e pode estar contemplando uma IPO no futuro. Se adquirir o negócio de fibra da Oi nos próximos leilões, o grupo dominará amplamente o estado com cerca de 45% de participação de mercado. A Claro, líder nacional em banda larga, tem dificuldades para fazer a transição para a fibra e competir com outros incumbentes. Embora tenha presença em quase todos os estados, sua base de clientes de fibra está dispersa, com a presença mais forte em São Paulo, onde novas aquisições podem estar no horizonte. A Vivo possui a maior base de assinantes de fibra no Brasil, com quase 6,5 milhões de clientes, graças à sua forte presença em São Paulo, conforme mostrado no mapa abaixo. Enquanto...